Blogs Corporativos

É impressionante como os blogs corporativos se multiplicaram ultimamente! Os blogs oficiais de marcas famosas têm usado as ferramentas de interação da chamada web 2.0 de forma eficaz. Existe um livro muito bom sobre o tema, chamado Blog Corporativo. Leitura obrigatória para quem se interessa seriamente pelo assunto.

A nossa proposta de metodologia de gestão do conhecimento para profissionais liberais também aponta o blog como a ferramenta para a interação do profissional liberal com seu público.

Atualmente, o público já cobra a existência do blog como canal de comunicação. Quem passou pelos 3 recalls do Novo Gol ou Voyage, certamente gostaria de ver algum esclarecimento no blog da companhia.

Enfim, as possibilidades (e também responsabilidades) são imensas. Foi-se o tempo em que blog era apenas um diário digital de adolescentes. Neste site, você pode conferir os últimos artigos de blogs oficiais de marcas famosas.

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Publicado em 16/02/2010 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  Nenhum comentário »

User stories = eficácia a baixo custo

Recentemente, tive minha primeira experiência com levantamento de requisitos sob a forma de user stories. Até então, minha experiência com o tema resumia-se a técnicas mais tradicionais, como entrevistas com usuários, desenho de processos e elaboração de casos de uso.

Achei o processo bastante interessante, que merece ser relatado. 

Trata-se de um projeto conduzido sob a metodologia ágil SCRUM. A equipe do projeto fez uma reunião com o product owner (o cliente do sistema) na qual foram escritas em fichas pautadas as estórias do sistema (pode-se considerar que equivalem a “processos” que o sistema deve suportar). Cada estória tem o formato

Como <usuário do sistema>,
quero <fazer algum processo>,
para <finalidade do processo>.

Para cada estória, o product owner fez uma breve descrição para a equipe do projeto e informações relevantes foram escritas no verso da ficha. O foco neste momento não era fazer um levantamento detalhado de requisitos, mas apenas nivelar a compreensão da equipe sobre o processo de negócio que a estória suportava.

Depois, com todas as estórias prontas, a equipe do projeto pontuou cada estória com um valor de complexidade estimada. Uma estória foi considerada como um valor referencial e as demais ganharam uma estimativa baseada na sua complexidade relativa em relação ao valor referencial. Os valores da escala são:

1, 2, 3, 5, 8, 13, 20, 40, 100

O processo de pontuação foi realizado através de um jogo de cartas. Após uma breve revisão da estória, cada integrante da equipe jogou uma carta com o valor de sua estimativa. Os que votaram com o maior e menor valor explicaram as razões de sua pontuação para os demais integrantes. Feito isso, ocorreu uma nova votação que, na maior parte das vezes, caminhou para um consenso.

Finalizada esta etapa, todas as estórias continham uma complexidade estimada pela equipe do projeto. Com essas informações, o product owner fez uma priorização das estórias para definir a ordem de construção do sistema. Obviamente, essa ordem poderá ser modificada ao longo da execução do projeto, conforme a compreensão sobre o sistema seja aprofundada, ou as necessidades de negócio mudem.

Resumidamente, este é o processo.

Socialização como fator fundamental

O que mais me impressionou foi a eficácia do processo de socialização para externalizar, compartilhar e nivelar o conhecimento tácito dos participantes, mesmo quando eles são apenas ouvintes na dinâmica. Por exemplo, o product owner não votou na complexidade das estórias, mas participou do processo como ouvinte e compreendeu o porquê de uma estória ser mais ou menos complexa que outra. 

Outro ponto muito interessante é que a priorização das estórias aconteceu de uma forma quase natural. A relevância das estórias para os objetivos de negócio que o sistema deve atender emergiu naturalmente ao longo do processo. Apesar de ser uma decisão que cabia ao product owner, surgiu um consenso implícito da equipe do projeto quanto à priorização das estórias. Vale notar que o fato de uma estória ser pouco complexa é totalmente independente de sua priorização. No projeto em questão, algumas estórias de complexidade 1 ou 2 tiveram baixíssima priorização. O fato de ser “fácil” não quer dizer que ela será feita logo — tudo depende de sua relevância para o negócio. Este é um erro muito comum em projetos: fazer logo algumas funcionalidades apenas por serem simples, sem refletir se de fato são importantes.

Finalmente, deve ser mencionada a tecnologia de apoio ao processo: fichas pautadas, canetas hidrográficas, canetas esferográficas e mesa. Isso mesmo! Nenhum computador, nenhum projetor, nenhuma planilha, nenhum software mirabolante. Apenas pessoas, foco e instrumentos adequados — não caros e sofisticados, simplesmente, adequados  —, que podem ser comprados na papelaria da esquina. A possibilidade de interagir simultaneamente, a falta de hierarquia, a comunicação direta e o compartilhamento de conhecimento entre os participantes do processo foi fundamental para a eficácia do processo. Impressionante!

Como lição e estímulo aos profissionais liberais, fica o exemplo de eficácia a baixo custo. A bem da verdade, este é um exemplo a ser seguido por empresas de quaisquer porte. Mas a restrição orçamentária para grandes investimentos em tecnologias faz parte da realidade de quase todos os profissionais liberais. Vivi um exemplo prático que me mostrou o quanto um processo eficaz (no caso, de gestão do conhecimento tácito) pode ajudar a reduzir as necessidades de investimentos tecnológicos. Espero que vocês achem útil!

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Publicado em 03/05/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  3 comentários »

Armadilha 3 da gestão do conhecimento

Chegamos à terceira e última armadilha da gestão do conhecimento mencionada no livro Facilitando a Criação de Conhecimento, de Krogh, Ichijo e Nonaka. Ela diz que: “A gestão do conhecimento depende de um executivo do conhecimento”.

Os autores não são contrários aos ocupantes de cargos formais de gestores do conhecimento, pelo contrário, reconhecem que normalmente geram informações muito úteis, mas ressaltam que existem limitações.

Por exemplo, o distanciamento que o próprio cargo impõe pode dificultar a atualização quanto “às situações de criação de conhecimento nas várias operações de negócio”.

O isolamento também pode dissolver a percepção da dinâmica da criação de conhecimento, que requer a participação e a interação de diversas pessoas em vários níveis hierárquicos da organização.

O profissional liberal reúne em si próprio diversos papéis, portanto, não há o menor risco dele cair nesta armadilha. É fundamental ressaltar que a interação direta com o cliente estabelece um canal de comunicação com uma rica fonte para criação de conhecimento. Cabe ao profissional liberal aproveitar o contexto de sua própria natureza de trabalho!

Leia a série completa:
Armadilha 1 da gestão do conhecimento
Armadilha 2 da gestão do conhecimento
Armadilha 3 da gestão do conhecimento

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Publicado em 29/03/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  1 comentário »

Armadilha 2 da gestão do conhecimento

A segunda armadilha da gestão do conhecimento mencionada no livro Facilitando a Criação de Conhecimento, de Krogh, Ichijo e Nonaka, diz que: “A gestão do conhecimento se dedica à fabricação de ferramentas.”

Esta é fácil de entender: como as iniciativas de gestão do conhecimento normalmente estão associadas a alguma novidade tecnológica, corre-se o sério risco de se desfocar dos resultados e perder-se em meio a imbróglios tecnológicos. Esquece-se facilmente de que o foco deve estar nas pessoas e em seus processos de trabalho, e não na ferramenta A, B ou C.

Alexandre Bello, em artigo na edição número 6 da Revista da SBGC, afirma que para começar um processo de lições aprendidas, por exemplo, pode-se usar modelos de documentos em Word e diretórios devidamente organizados na rede. Alguém discorda?

Como analista de sistemas, digo que esta é uma realidade sempre presente em minhas atividades. Quando desenvolvendo um sistema, manter o foco nos resultados, no processo de negócio do cliente que o sistema atenderá, e não na exploração das possibilidades tecnológicas, é uma questão de disciplina contínua.

Os autores do livro reconhecem o importante papel que as ferramentas desempenham no processo de criação do conhecimento, principalmente nos estágios iniciais, mas sustentam que elas devem “recolher-se aos bastidores uma vez superada a inércia”, evitando assim que “a aplicação das ferramentas em si se torne mais importante do que os próprios resultados da criação de conhecimento”.

O profissional liberal, em geral, tem poucas chances de ser pego nessa armadilha. Uma das características marcantes de um bom profissional liberal, além das qualificações técnicas em sua área, é saber distinguir o que é importante, o que gera resultados, daquilo que gera movimentação, mas não se sustenta, ou seja, do que é puro modismo.

A realidade diária desse profissional, pressionado por prazos de entrega e prospecção paralela de novos negócios em um mercado altamente concorrido, deixa pouco espaço para tais divagações.

Leia a série completa:
Armadilha 1 da gestão do conhecimento
Armadilha 2 da gestão do conhecimento
Armadilha 3 da gestão do conhecimento

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Publicado em 09/03/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  1 comentário »

Armadilha 1 da gestão do conhecimento

Estou lendo o livro Facilitando a Criação de Conhecimento, de Krogh, Ichijo e Nonaka. O livro é muito bom e me tem levado a repensar alguns paradigmas sobre a gestão do conhecimento. Acho que os profissionais de áreas exatas tendem a “quantificar” as coisas: seja sob a forma de índices, de minutos, de custos, de prazos, sempre costumamos pensar em números. Não poderia ser diferente com os processos e fazemos (ou tendemos a fazer) o mesmo com a gestão do conhecimento.

Segundo os autores, esse é um dos grandes “erros” existentes no saber comum sobre o tema na atualidade. A ênfase na quantificação das informações e a obsessão por medições criam uma impressão generalizada de que é possível controlar o conhecimento como algo tangível. No que diz respeito à criação do conhecimento, esse paradigma seria muito mais “constrangedor”, limitador da criatividade, do que “reformador”, e fortaleceria o que eles chamam de armadilhas da gestão do conhecimento.

Neste e nos próximos artigos, exploraremos essas armadilhas. Vamos à primeira:

Armadilha 1 - a gestão do conhecimento depende de informações facilmente detectáveis e quantificáveis. Os autores salientam que a gestão do conhecimento tem sido interpretada como simples gestão da informação, quando, “no entanto, o conhecimento vai um passo adiante: abrange as crenças de grupos ou indivíduos, e se relacionam intimamente com a ação“.

Embora reconheçam o papel preponderante da tecnologia da informação nos processos de uma empresa moderna, os autores são categóricos: “as habilidades humanas que impulsionam a criação de conhecimento tem muito mais a ver com relacionamentos e com construção de comunidades do que com bancos de dados, e as empresas precisam investir em treinamento que enfatize o conhecimento emocional e a interação social.”

O que isto significa para um profissional liberal?

A boa notícia: que não é necessário um investimento vultoso — fora da realidade da maioria dos profissionais liberais — em tecnologia para criar conhecimento e ser inovador. Talvez seja mais eficaz compartilhar conhecimento tácito através de interação social sob a forma de conversas.

E a melhor notícia: faz parte do dia-a-dia de um profissional liberal interagir socialmente com seus clientes. Será que existe fonte mais rica para a criação de novos conhecimentos e inovação? E que tal interagir com outros colegas de profissão através de uma rede social como o ProfissionaisLiberais.Blog.Br?

Pela sua experiência, qual a sua opinião? No próximo artigo analisaremos a armadilha 2 da gestão do conhecimento.

Leia a série completa:
Armadilha 1 da gestão do conhecimento
Armadilha 2 da gestão do conhecimento
Armadilha 3 da gestão do conhecimento

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Publicado em 28/02/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  2 comentários »

Uma metodologia para a expansão sustentável dos negócios de profissionais liberais empreendedores

As práticas de gestão do conhecimento, via de regra, encontram‑se estabelecidas em empresas de médio e grande porte, com alguma variação no estágio de adoção, tendo ainda pouca presença em pequenas e micro‑empresas. No caso de profissionais liberais, que geralmente atuam de forma isolada, essas práticas inexistem formalmente.

Neste trabalho é apresentada uma metodologia de gestão do conhecimento apoiada por um ferramental de sistema de informação acessível à capacidade de investimento dos profissionais liberais, para formação da memória organizacional e suporte à execução de suas atividades. Espera-se que a adoção de tal metodologia forme os alicerces de uma expansão sustentável de negócios e equipe para os profissionais liberais empreendedores.

Acesso: Uma metodologia para a expansão sustentável dos negócios de profissionais liberais empreendedores (versão em PDF).

Informações bibliográficas:
FUJIKAWA, Fabrício Y.; GOMES, Elisabeth B. P. Uma metodologia de gestão do conhecimento para uma expansão sustentável dos negócios de profissionais liberais empreendedores. Monografia (Gerência Estratégica da Informação) – Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Escola Politécnica, 2007. Disponível em: <http://profissionaisliberais.blog.br/gestao_do_conhecimento/metodologia/>. Acesso em: DD/MM/AAAA.

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Publicado em 25/02/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  Nenhum comentário »

Cadernos de Psicologia Social do Trabalho - Entrevista: Sylvia Leser de Mello

Nesta entrevista, realizada no dia 23 de março de 1998, a professora Sylvia Leser de Mello nos fala um pouco sobre as mudanças que tem percebido na atuação profissional do psicólogo e sobre sua concepção de psicologia. Salienta a importância da psicologia social para a formação desse profissional e reflete sobre a centralidade da categoria trabalho para a compreensão do sujeito e do processo de construção de sua identidade.

Acesso: “Entrevista: Sylvia Leser de Mello“.

Informações bibliográficas:
Entrevista: Sylvia Leser de Mello. Cad. psicol. soc. trab. [online]. dez. 1998, vol.1 [citado 25 Fevereiro 2009], p.57-63. Disponível na World Wide Web: <http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-37171998000100005&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1516-3717.

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Publicado em 24/02/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  Nenhum comentário »

O profissional liberal e sua responsabilidade civil na prestação de serviços

Autor: Luís Fernando Barbosa Pasquini

Advogado em Araçatuba (SP), especializando em Direito Processual pela UniToledo.

Acesso: O profissional liberal e sua responsabilidade civil na prestação de serviços

Informações bibliográficas:
PASQUINI, Luís Fernando Barbosa. O profissional liberal e sua responsabilidade civil na prestação de serviços . Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 1095, 1 jul. 2006. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8574>. Acesso em: 24 fev. 2009.

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Publicado em 24/02/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  Nenhum comentário »

Gestão do conhecimento como apoio à inovação

Escrevi um artigo no blog da Tecnologia da Infoglobo, em que mostro como uma empresa dedicada à criação de produtos inovadores apóia seu processo produtivo em práticas de gestão do conhecimento.

É um bom exemplo para visualizar como “acontecem” na vida real os conceitos de inovação e gestão do conhecimento.

É importante ver os vídeos mencionados no artigo e conhecer os conceitos da espiral do conhecimento de Nonaka e Takeuchi. Se você não estiver familiarizado com eles, leia as referências mencionadas ao longo do artigo.

Espero que você goste! Acesse: “Inovação e gestão do conhecimento: liberdade estruturada“?

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Publicado em 24/02/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  Nenhum comentário »

O que é “Profissional Liberal”?

Trata-se de profissional que presta serviços em áreas de uso intensivo de conhecimento técnico e, na maioria das vezes, possui nível superior. 

O profissional liberal pode atuar das seguintes formas:

  • independente, quando também é chamado de autônomo;
  • como empregador;
  • com vínculo empregatício (como empregado), quando então é denominado profissional liberal empregado (isto vale desde que trabalhe em atividades de sua formação específica; não é o caso, por exemplo, de um engenheiro que trabalhe num departamento de marketing de uma empresa.)

Alguns exemplos de profissionais liberais: jornalistas, tradutores, advogados, engenheiros e fotógrafos.

Conheça também algumas estatísticas sobre profissionais liberais.

Finalmente, uma curiosidade: você sabia que o Brasil foi pioneiro em criar domínios na internet especificamente para profissionais liberais?

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Publicado em 24/02/2009 por Fabrício Yutaka Fujikawa  |  1 comentário »